Luna Vambano rompe o silêncio sobre violência fisíca — Revelação ecoa denúncia recente de Maria Borges

Michela Silva
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A influenciadora Luna Vambano decidiu tornar público um capítulo doloroso da sua vida, após cerca de um ano carregando em silêncio um relato marcado por manipulação, humilhação e violência emocional. Num desabafo forte e corajoso, Luna expôs episódios que afirma ter vivido durante o relacionamento com o pai da sua filha um período que descreve como um dos mais sombrios da sua existência.

Segundo a influenciadora, ela tentou manter o casamento longe dos holofotes e, por muito tempo, lutou para preservar a relação. No entanto, chegou a um ponto em que já não se reconhecia como mulher. “Eu estava a tentar salvar alguém que tinha prazer em destruir-me”, escreveu, referindo-se ao desgaste emocional profundo e à perda da própria identidade.

Luna relatou situações de controle, manipulação, gaslighting e humilhações constantes. Em vários momentos, mesmo sendo agredida, era acusada de ser a agressora uma inversão da verdade que procurava desestabilizá-la psicologicamente. Ela revelou também que outras mulheres tentaram alertá-la sobre o comportamento abusivo do companheiro, mas, confiando na pessoa errada, acabou por enfrentar episódios que, segundo ela, quase lhe custaram a vida.

Entre os momentos mais marcantes, a influenciadora recorda períodos de vulnerabilidade extrema, incluindo situações em que chegou a passar fome ao lado de alguém que, afirma, não tinha nada a oferecer senão dor. Ainda assim, Luna destaca que tentou ser leal, mesmo quando essa lealdade significava sacrificar o próprio bem-estar.

A revelação de Luna Vambano surge num momento em que a sociedade angolana tem assistido a outras mulheres de destaque a romperem o silêncio. Recentemente, a modelo internacional Maria Borges também fez uma publicação impactante em que abriu o coração sobre episódios de violência que diz ter sofrido do seu antigo parceiro. Tal como Luna, Maria afirmou ter vivido situações de abuso emocional e psicológico, defendendo que as vítimas não devem sentir vergonha de denunciar.

A ligação entre os dois relatos evidencia uma realidade urgente: a violência continua a ser uma forma silenciosa, mas devastadora, de agressão, que aprisiona mulheres em ciclos de medo e sofrimento. Tanto Luna Vambano quanto Maria Borges mostram, com as suas histórias, que nunca é tarde para procurar ajuda, denunciar um abusador e reconstruir a própria vida.

A coragem de Luna e Maria ilumina um caminho de força e resistência — e lembra que toda mulher merece viver em paz, respeito e dignidade.

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