As mães de crianças com necessidades especiais, frequentemente designadas como mães atípicas, vivem uma realidade marcada por exigência constante, entrega total e um desgaste que nem sempre é visível aos olhos dos outros. Numa recente intervenção pública, a enfermeira Dra. Ilda Maneira chamou a atenção para o impacto físico e emocional dessa vivência prolongada.

Segundo a especialista, essas mulheres permanecem em permanente estado de alerta, organizando rotinas intensivas de cuidados, consultas e terapias, muitas vezes sem espaço para descanso. A sobrecarga manifesta-se por meio de fadiga persistente, alterações do sono e sinais de exaustão emocional, mas também em sentimentos profundos de culpa, ansiedade e isolamento.
Para Ilda Maneira, a resposta passa por reforçar as redes de apoio e promover uma escuta ativa por parte dos profissionais de saúde. “Cuidar de quem cuida é essencial”, sublinha, defendendo que o acompanhamento dessas mães deve ser contínuo e humanizado.
A reflexão deixa uma mensagem clara: as mães atípicas não precisam de assumir permanentemente o papel de força inabalável. Precisam de reconhecimento, compreensão e suporte. O autocuidado não é um luxo, mas uma condição necessária para poderem continuar a desempenhar o papel fundamental que assumem diariamente.




