O Palácio de Ferro apresentou oficialmente, na quarta-feira, 14, a sua agenda de actividades para 2026. No acto público, a Direcção da instituição revelou uma programação mais robusta, diversificada e desafiante. O encontro serviu igualmente para a divulgação do balanço das actividades desenvolvidas ao longo de 2025, perante jornalistas de vários órgãos de comunicação social nacionais, que aproveitaram o momento para colocar questões pertinentes e apresentar sugestões relacionadas com os desafios, impactos e perspectivas futuras do emblemático espaço cultural.

Ao longo de 2025, o Palácio de Ferro acolheu um total de 208 eventos, num ritmo de produção praticamente contínuo, contabilizando 335 dias efectivos de actividade. Entre as iniciativas realizadas destacam-se nove festivais, onze feiras, onze eventos institucionais, doze conferências, seis fóruns de produção e nove oficinas criativas no âmbito da rubrica sexta-feira de Trova, criada para a promoção da trova angolana, incluindo uma edição especial com o grupo Canhoto. A programação integrou ainda a rubrica “Trajectória,” dedicada à homenagem de artistas com mais de 20 anos de carreira, bem como 20 concertos inseridos no projecto Gospel no Palácio de Ferro.

Os números de participação refletem a dimensão do impacto cultural do espaço. Em 2025, passaram pelo Palácio de Ferro 11.544 artistas, 182 feirantes e um público geral de 45.648 pessoas, das quais 16.248 acederam por meio de ingressos e 29.400 beneficiaram de acesso gratuito. No que respeita ao turismo cultural, registaram-se 4.901 visitantes, incluindo 1.023 turistas nacionais individuais, 15 escolas com uma média de 50 estudantes por instituição, e 3.128 turistas estrangeiros.

No domínio da comunicação, as redes sociais afirmaram-se como um dos principais pilares de divulgação. Entre janeiro e dezembro de 2025, a página do Palácio de Ferro no Facebook registou um crescimento superior a seis mil novos seguidores, totalizando 15.250, reforçando o alcance das actividades e a ligação com o público.

Relativamente à agenda de 2026, a Direcção explicou que foram estrategicamente deixados alguns espaços em aberto até ao final de março, permitindo a absorção de novas solicitações, face à elevada procura registada nos últimos anos. Apesar das limitações físicas e operacionais, o Palácio mantém uma política criteriosa de selecção, recusando algumas propostas, mas sempre com orientação e encaminhamento construtivo para que os projectos possam regressar mais amadurecidos.

Durante a apresentação, foi também sublinhado o investimento em práticas de produção e gestão sustentáveis, com reaproveitamento de materiais de comunicação e optimização das estruturas existentes. O director-geral, João Vigário, destacou ainda parcerias estratégicas, como a estabelecida com a TKO, bem como o trabalho da equipa de imagem e comunicação, responsável pela produção integral dos conteúdos antes, durante e após cada evento.

O balanço evidenciou igualmente o compromisso do Palácio de Ferro com a formação e o intercâmbio institucional, acolhendo estudantes universitários em estágio curricular e mantendo colaborações activas com instituições como a Universidade Agostinho Neto, o CEART e a FAART, reforçando o seu papel enquanto extensão viva do ensino artístico e cultural.

No encerramento, ficou clara a filosofia que orienta a actuação da instituição: para o Palácio de Ferro, o sucesso não se mede pela hierarquização dos eventos, mas pela capacidade de partilha, inclusão e realização cultural contínua. Uma visão que sustenta a ambição para 2026 e reafirma o espaço como um dos principais polos de dinamização das artes e da cultura em Angola.








