Pensada como um mosaico angolano contemporâneo, a colecção transforma camisolas de inspiração futebolística em símbolos de pertença, força coletiva e orgulho nacional. Cada peça representa um fragmento da identidade angolana: os bairros, as memórias, as ruas, as lutas, a criatividade e o espírito de equipa que moldaram o país ao longo de cinco décadas.

O conceito parte da ideia de que, tal como numa equipa de futebol, cada angolano tem um número, um papel e uma história. As jerseys do Bloco 50 são numeradas, robustas e cheias de atitude, refletindo resistência, união e presença.

Com forte ligação à cultura urbana, aos subúrbios e às rotinas reais do dia-a-dia, o projeto afasta-se de leituras idealizadas e aproxima-se da Angola vivida — nas paragens de táxi, nos campos improvisados, nas roupas estendidas ao sol e nos degraus de cimento onde a vida acontece.

O trabalho foi desenvolvido por um coletivo de criativos angolanos, reunindo Wilson Photographer (designer, fotógrafo e filmmaker), Alberto Charamba (designer e diretor de arte), em colaboração com Cássia Séphora, fundadora e diretora criativa do projecto, e o criador de conteúdos Masvelhoaguaderaz. Juntos deram forma a uma proposta que cruza design gráfico, moda, cultura e narrativa visual para traduzir diferentes camadas da identidade angolana.






