A pergunta é comum e a resposta exige contexto. A Organização Mundial da Saúde classificou o bacon e outras carnes processadas como carcinogénicas para humanos (Grupo 1). Essa é a mesma categoria de risco atribuída a substâncias como o tabaco e o amianto.

Importante esclarecer: estar no mesmo grupo não significa que o risco seja igual, mas sim que existe evidência científica sólida de que o consumo dessas carnes aumenta o risco de cancro, sobretudo o cancro colorretal.
Durante o processamento e o preparo do bacon, formam-se compostos que podem danificar o DNA e as células do intestino. Entre os principais factores associados estão:
- Nitratos e nitritos
Usados como conservantes, podem transformar-se em compostos N-nitrosos (NOCs) no organismo, associados ao aumento do risco de cancro. - Altas temperaturas (fritura e grelha)
Favorecem a formação de aminas heterocíclicas (HCAs) e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (PAHs), substâncias reconhecidamente cancerígenas. - Ferro heme
Presente nas carnes vermelhas e no bacon, contribui para o estresse oxidativo e potencia a formação de compostos nocivos no intestino. - Excesso de sódio
Carnes curadas são ricas em sal, o que está associado ao aumento do risco de cancro gástrico.
Não é uma questão de pânico, mas de frequência e quantidade. O consumo ocasional é muito diferente do consumo diário. Saúde é equilíbrio, contexto e escolhas conscientes, não extremismo alimentar.
E você: acha que vale a pena reduzir ou não abre mão do bacon?





