O uso de medicamentos injetáveis para perda de peso, como o Ozempic e o Mounjaro, tem crescido, mas um novo estudo chama a atenção para possíveis efeitos secundários associados a estas terapias.
A investigação, publicada na Nature Health, analisou mais de 67 mil relatos de utilizadores, revelando que cerca de 43,5% dos participantes referiram ter sentido algum tipo de efeito adverso.

Entre os sintomas mais comuns destacam-se náuseas, seguidas de fadiga, vómitos, prisão de ventre e diarreia. Segundo o investigador Sharath Chandra Guntuku, estes dados confirmam efeitos já conhecidos, mas também revelam sinais menos reportados que merecem maior atenção clínica.
O estudo aponta ainda para sintomas menos reconhecidos, como irregularidades menstruais e alterações da temperatura corporal, que surgem a partir de relatos espontâneos dos próprios pacientes.
Para além dos efeitos mais frequentes, a MHRA (Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido) identificou casos de pancreatite associados a estes medicamentos.

Foram registadas ocorrências ligadas ao Mounjaro, bem como ao Ozempic e a outros fármacos da mesma classe, incluindo alguns casos fatais. No entanto, as autoridades esclarecem que ainda não existe uma relação causal comprovada entre os medicamentos e as mortes registadas.
Apesar da eficácia na perda de peso, especialistas alertam que estes medicamentos devem ser utilizados sob acompanhamento médico, com avaliação individual dos riscos e benefícios.

Os dados mais recentes reforçam a necessidade de vigilância contínua e de maior informação ao público, sobretudo numa altura em que estas soluções ganham popularidade.
Mais do que uma tendência, trata‑se de uma questão de saúde e estar informado é fundamental para uma utilização segura.



