O chamado apetite emocional quando a criança come em resposta a emoções como “stress”, tristeza ou ansiedade tem preocupado especialistas, que alertam para impactos significativos na saúde a médio e longo prazo.
De acordo com um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, crianças com este tipo de comportamento alimentar apresentam maior risco de desenvolver problemas como pressão arterial elevada, resistência à insulina e aumento da gordura abdominal ainda na adolescência.

A investigação evidencia que comer por impulso emocional não é apenas um hábito passageiro, mas um fator que pode influenciar diretamente o desenvolvimento metabólico.
Na mesma linha, a investigadora Sousana Papadopoulou, que atua na área da nutrição clínica e investigação científica, explica que o “emotional eating” está associado não só ao excesso de peso, mas também a problemas como ansiedade, depressão e menor qualidade de vida.

Já a especialista Catherine G. Russell destaca que os comportamentos alimentares das crianças são influenciados por fatores biológicos e, sobretudo, pelo ambiente familiar, incluindo práticas parentais e gestão emocional.
Por sua vez, a psicóloga Silje Steinsbekk, ligada à Norwegian University of Science and Technology, sublinha que existe uma relação direta entre como os pais utilizam a comida para acalmar emoções e o desenvolvimento deste comportamento nas crianças, criando um ciclo difícil de quebrar.

Os especialistas defendem, por isso, a necessidade de maior atenção ao contexto emocional das crianças, incentivando práticas que promovam uma relação saudável com a alimentação e com as emoções desde cedo.






