O DJ Znobia(@djznobia) manifestou no fim de semana o seu descontentamento com uma prática cada vez mais frequente nas festas e pistas de dança: DJs que passam apenas pequenos trechos das músicas sem deixar o público ouvir ou aproveitar mais o ritmo e a melodia. A crítica foi feita em forma de música e rapidamente gerou debate nas redes sociais e no meio artístico angolano.
Na composição, Adalgiso Freitas, nome de registo de Znobia, apelida esses profissionais de “DJs catana”, numa referência ao acto de “cortar” constantemente as músicas durante os “sets”. Segundo o DJ, muitos colegas perderam a sensibilidade de leitura da pista e a essência de deixar o público conectar-se verdadeiramente com a música. O artista lamenta ainda que alguns DJs mais experientes estejam a seguir a tendência da nova geração, reproduzindo o mesmo comportamento.

A crítica surge num momento em que os debates sobre a evolução da cultura DJ em Angola têm ganhado força. O crescimento do Afro House, Kuduro, Amapiano e outros estilos eletrónicos africanos trouxeram novas dinâmicas para as pistas, marcadas por “sets” mais rápidos e misturas constantes. Especialistas e produtores ligados à música eletrónica africana defendem que os DJs actuais procuram manter níveis elevados de energia, embora muitos ouvintes considerem que essa velocidade excessiva compromete a experiência musical.
A expressão “catana”, utilizada por Znobia, acabou por se tornar um termo popular entre internautas e apreciadores de música, que se identificaram com a crítica. Nas redes sociais, vários utilizadores afirmaram que actualmente “já não se dança uma música em condições”, defendendo que alguns DJs priorizam apenas transições rápidas e tendências virais em vez da valorização musical.




