Luanda Feira de Arte encerra com balanço positivo e reforça a arte como ponte entre culturas

Gracieth Issenguele
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A terceira edição da Luanda Feira de Arte chegou ao fim, no domingo, no Palácio de Ferro (palaciodeferropc), em Luanda, deixando um balanço amplamente positivo entre galeristas, artistas e expositores, que destacaram a crescente importância da iniciativa na valorização da produção artística nacional e no fortalecimento das ligações culturais internacionais.

Durante quatro dias, a feira reuniu artistas, curadores, coleccionadores, galeristas e apreciadores de arte, transformando o emblemático espaço num verdadeiro ponto de encontro para a criatividade, a troca de experiências e a promoção da identidade cultural.

Representantes das galerias Tamar Golan, Teatro Mar, Ela Espaço Luanda Art, Palomino Artes, SKY Gallery, The Art Affair e Why Not manifestaram a sua satisfação com os resultados alcançados nesta edição, sublinhando a qualidade das obras apresentadas e a receptividade do público.

Em representação da instituição ligada à Fundação Arte e Cultura, Milton Tito destacou a participação de 18 artistas e a exposição de 40 obras que estabeleceram um diálogo entre diferentes gerações e linguagens artísticas.

“Fizemos uma simbiose de artistas da velha e nova geração, com diferentes técnicas, mas a ideia é trazer o conceito da identidade cultural e o urbanismo”, afirmou.

A província da Huíla também marcou presença através de um colectivo composto por oito artistas, que apresentou 19 obras inspiradas na memória histórica e nos contos da Debanda. Entre os participantes, destacaram-se ainda três crianças provenientes de um centro de acolhimento, que utilizaram a arte como instrumento de expressão e partilha das suas vivências.

“Os trabalhos reflectem, principalmente, o processo da Independência e permitem uma viagem pelos acontecimentos que marcaram o passado”, explicou Bias Ilustrador, responsável pelo colectivo.

A dimensão internacional da feira foi igualmente reforçada pela participação do Colectivo de Artes de Kinshasa, da República Democrática do Congo, liderado artisticamente por Johnson Mufaba. Presente pela segunda vez no evento, o representante destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento das relações culturais entre Angola e a República Democrática do Congo.

Segundo o artista, a arte assume um papel determinante na aproximação entre os dois povos, promovendo o intercâmbio cultural, incentivando o turismo e fortalecendo valores como a união e a solidariedade.

Com mais uma edição concluída, a Art Fair Luanda consolida-se como uma das principais plataformas de promoção das artes visuais no país, afirmando Luanda como um espaço privilegiado de encontro entre tradição, contemporaneidade e diversidade cultural.

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