O jejum intermitente voltou a ganhar destaque nas redes sociais e entre especialistas em saúde, afirmando-se como uma das práticas mais populares no universo do bem-estar em 2026. Defendido por muitos como um método eficaz para melhorar a saúde metabólica e controlar o peso, o tema continua, no entanto, a gerar debate na comunidade científica.

A prática consiste em alternar períodos de alimentação com períodos de jejum, sendo o modelo 16:8 — 16 horas sem comer e 8 horas para refeições um dos mais adotados. Segundo o médico especialista em metabolismo Dr. João Ribeiro, esta abordagem “pode ajudar o organismo a regular melhor os níveis de insulina e a otimizar a queima de gordura”. Entre os benefícios apontados estão ainda a redução da inflamação e possíveis impactos positivos na longevidade.

Ainda assim, nem todos os especialistas concordam com os efeitos a longo prazo. A nutricionista clínica Dra. Ana Martins alerta que o jejum intermitente pode não ser adequado para todas as pessoas, sobretudo para quem tem condições de saúde específicas, como diabete, ou para grávidas e adolescentes. “Mais importante do que o tempo em que se come é a qualidade da alimentação”, sublinha.

Outro ponto em destaque é como esta tendência tem sido divulgada nas redes sociais, muitas vezes sem acompanhamento profissional. O personal trainer e especialista em bem-estar Carlos Mendes reforça que “cada corpo responde de forma diferente, e é essencial adaptar qualquer estratégia alimentar ao estilo de vida de cada pessoa”.


Apesar das opiniões divergentes, o jejum intermitente mantém-se no topo das tendências de saúde e bem-estar, refletindo uma crescente preocupação global com estilos de vida mais equilibrados. Especialistas recomendam que qualquer mudança alimentar seja feita com orientação adequada, garantindo segurança e resultados sustentáveis.
