As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), também chamadas Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), continuam a representar um importante desafio para a saúde pública. Entre as mais conhecidas estão o VIH, a sífilis, a gonorreia, a clamídia, o herpes genital e o HPV. Muitas destas infecções podem não apresentar sintomas no início, o que torna a prevenção e a realização de testes regulares essenciais.
Em Angola, os números relacionados com o VIH/SIDA reforçam a necessidade de aumentar a prevenção e o diagnóstico. Em 2025, dados divulgados pelo Ministério da Saúde indicavam que cerca de 370 mil pessoas viviam com VIH no país, enquanto outros dados oficiais divulgados nesse período apontavam para mais de 300 mil pessoas vivendo com VIH/SIDA

A prevenção começa pela informação e pelo comportamento responsável. O uso correcto e consistente do preservativo, masculino ou feminino, é uma das principais formas de reduzir o risco de transmissão de muitas IST. A testagem regular, a redução de comportamentos de risco e o diálogo entre parceiros também são medidas importantes.
Os métodos contraceptivos, como a pílula, o implante, o DIU e as injecções contraceptivas, são fundamentais para prevenir gravidezes não planeadas. No entanto, é importante lembrar que a maioria dos métodos contraceptivos não protege contra as IST. Por isso, quando existe risco de infecção, o preservativo continua a ser indispensável.
O diagnóstico precoce permite iniciar rapidamente o tratamento e evitar complicações. No caso do VIH, por exemplo, o tratamento antirretroviral permite controlar o vírus e, quando a carga viral fica indetectável de forma sustentada, impede a transmissão sexual do VIH.
Prevenir, testar e tratar são, portanto, atitudes que protegem não apenas cada indivíduo, mas também toda a comunidade. Investir em educação sexual, facilitar o acesso aos preservativos, aos testes e aos serviços de saúde é fundamental para reduzir a transmissão das IST em Angola.