Trançar o cabelo das crianças é uma prática culturalmente enraizada em muitas famílias e surge frequentemente como uma opção prática para o cuidado diário dos fios. No entanto, mais do que definir uma idade exata para começar a trançar, os médicos alertam que o fator crítico reside na forma como o penteado é executado e na tensão exercida sobre o couro cabeludo.
De acordo com a American Academy of Dermatology (AAD), não existe uma recomendação médica universal que proíba o uso de tranças a partir de uma determinada idade. A entidade esclarece que as crianças podem usar tranças, desde que estas sejam feitas de forma solta, sem puxar excessivamente a raiz dos fios. A AAD alerta ainda que penteados muito apertados incluindo tranças e cornrows podem desencadear alopecia por tração, um tipo de queda de cabelo provocada pela tensão repetida e contínua sobre os folículos pilosos.

Também a American Academy of Pediatrics (AAP) inclui a alopecia por tração entre as condições dermatológicas que podem afetar o público infantil. A instituição reforça que a pressão excessiva sobre o cabelo pode resultar na perda localizada dos fios, por vezes de forma irreversível se o hábito se mantiver ao longo do tempo.
Em vez de focar numa faixa etária rígida, os especialistas recomendam avaliar a saúde do couro cabeludo, a resistência do cabelo e, fundamentalmente, evitar qualquer penteado que provoque dor ou desconforto. Mesmo em crianças pequenas, as tranças podem ser utilizadas com segurança, desde que sejam leves, folgadas e não permaneçam na cabeça por períodos excessivamente prolongados.