Arte angolana e o legado de Deolinda Rodrigues ganham destaque permanente na sede da UNESCO em Paris

Michela Silva
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No âmbito das comemorações do Dia Internacional da Paz, assinalado a 21 de Setembro, o Dr. Marcos Agostinho marcou presença na sede da UNESCO, em Paris, num encontro de elevada relevância para a promoção da arte e da diplomacia cultural de Angola no cenário internacional.

Na ocasião, o representante angolano reuniu-se com a equipa internacional da organização encarregue do alinhamento da 4.ª edição da Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz. Durante os diálogos com o Diretor da UNESCO para a Prioridade África, Sua Excelência Mohamed El-Farnawany, foram entregues oficialmente obras de arte desenvolvidas por jovens estudantes e artistas no âmbito do projecto Resiliart Angola. As peças, que celebram a harmonia e a convivência pacífica, passarão a integrar a exposição permanente na sede da instituição na capital francesa.

O momento serviu para reafirmar o compromisso institucional com a realização da próxima Bienal de Luanda e contou com a presença marcante da Dra. Ana Elisa De Santana Afonso, Coordenadora Internacional da Bienal de Luanda pela UNESCO.

A celebração ganhou ainda maior dimensão histórica com a inclusão da figura e da obra literária da heroína nacional Deolinda Rodrigues, através do seu livro “Diário de um Exílio sem Regresso”, na exposição internacional “Heranças e Contributos de África para o Progresso da Humanidade”, evidenciando o papel das narrativas angolanas na construção do pensamento pacífico e humanista global.

Com a presença permanente da arte e da literatura angolana na UNESCO, Angola fortalece a sua posição como farol da cultura de paz e da cooperação artística no continente africano e no mundo.

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