O Met Gala 2026, agendado para 4 de maio, promete romper com expectativas e reacender o debate sobre o verdadeiro propósito da moda. Pela primeira vez em vários anos, o protagonista não será um estilista, uma era histórica ou uma tendência revivalista. O centro da conversa será o corpo — em toda a sua complexidade, diversidade e verdade.
Com o tema “Costume Art”, o evento abre portas a interpretações que vão muito além da estética. Esperam-se silhuetas que traduzem formas reais, estruturas que desafiam a gravidade e materiais que reinterpretam a anatomia de forma quase escultórica. A passadeira vermelha deverá refletir leituras mais honestas sobre diversidade, envelhecimento, gestação e identidade, num movimento que posiciona a moda como espelho social e não apenas como um exercício de estilo.

Nesta edição, a moda olha para nós de volta — questiona, provoca e convida à reflexão. O Met Gala 2026 chega para reforçar que a moda é comportamento, história, contexto e expressão do corpo humano em todas as suas dimensões. Vestir deixa de ser apenas colocar tecido sobre a pele; passa a ser assumir significados, afirmações culturais e identidades plurais.
No mercado e entre os criadores, o debate já começou. Como traduzir o corpo de forma ética, artística e sensível? Que narrativas serão amplificadas no maior palco da moda mundial? E, sobretudo: o que esperamos ver no red carpet mais aguardado do próximo ano?
Para quem ama analisar moda além da superfície, com contexto, repertório e visão crítica, este será um dos momentos mais marcantes da década.






