“A estética do silêncio” Transforma Luanda num espaço de contemplação e reflexão

Gracieth Issenguele
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A Galeria Tamar Golan, na Fundação Arte e Cultura, em Luanda, acolhe desde quarta-feira à noite a exposição colectiva “A Estética do Silêncio Entre o Visível e o Inaudível”, reunindo 15 quadros dos artistas plásticos Agostinho Hebo, Dalazanga Venâncio, Domingos Quitembo e Dionísio António. A mostra estará patente ao público até 10 de março do corrente ano, podendo ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 16h30, oferecendo aos apreciadores de arte uma oportunidade singular de mergulhar numa proposta estética que privilegia a contemplação.

De acordo com o artista plástico Domingos Quitembo, a exposição, sob curadoria dos mestres Manuel Ventura e Josué Muxito, propõe uma reflexão sobre a beleza que emerge para além do ruído, valorizando a sensibilidade individual e o silêncio como espaço criativo. A preparação decorreu ao longo de nove meses, resultando em obras marcadas por tons terrosos e texturas diversas, que constroem uma atmosfera de diálogo contínuo entre a obra e o observador.

Em declarações ao Jornal de Angola, Dalazanga Venâncio destacou que o maior desafio foi garantir que as obras transmitissem verdadeiramente a essência da estética do silêncio, exigindo um equilíbrio delicado entre expressão artística e sensibilidade do espectador. O artista sublinhou ainda que esta primeira exposição colectiva entre os quatro criadores foi uma experiência única e enriquecedora, salientando que, apesar de já ter participado noutras mostras, a troca de conhecimentos tem sido particularmente gratificante. Para Dalazanga, a exposição ultrapassa o imaginário comum, reunindo pinturas que evocam calma e introspecção, com camadas de significado singulares, formas e pinceladas espontâneas que convidam à reflexão profunda.

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