Angola deu mais um passo decisivo na valorização do seu património cultural ao proceder, na passada sexta-feira, em Paris, à entrega oficial do dossiê de candidatura da Estação de Arte Rupestre de Tchitundu-Hulu a Património Mundial da UNESCO. O acto foi conduzido pela delegada permanente de Angola junto da UNESCO, embaixadora Maria Cândida Pereira Teixeira, sublinhando o compromisso do país com a preservação e promoção da sua herança histórica e cultural.

Segundo informações avançadas pelo Jornal de Angola (JA), o dossiê foi elaborado por peritos nacionais sob os auspícios do Ministério da Cultura e remetido ao director do Centro do Património Mundial da UNESCO, Lazare Assomo, para o devido processo de avaliação. A iniciativa insere-se numa estratégia mais ampla de reconhecimento internacional dos sítios culturais angolanos de elevado valor histórico, artístico e simbólico.
Localizado no município do Virei, a cerca de 137 quilómetros a Leste da cidade de Moçâmedes, o sítio arqueológico de Tchitundu-Hulu é um dos mais relevantes testemunhos de arte rupestre da África Austral, reunindo gravuras e pinturas que narram práticas, crenças e modos de vida ancestrais. A sua eventual classificação representa não apenas um marco para a arqueologia nacional, mas também uma afirmação da identidade cultural angolana no panorama mundial.
Caso a candidatura seja aprovada, Tchitundu-Hulu tornar-se-á o segundo sítio angolano inscrito na lista do Património Mundial da UNESCO, juntando-se à cidade histórica de Mbanza Kongo, antiga capital do Reino do Kongo. Um reconhecimento que reforça o papel da cultura como eixo central da memória, do turismo cultural e da projecção internacional de Angola.


