Arquitectura negra transforma Pequena África num museu a céu aberto

Miguel Jose
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A região histórica da Pequena África, no coração do Rio de Janeiro, prepara-se para ganhar uma nova vida cultural. Três projectos liderados por arquitectos negros foram premiados e vão transformar o espaço urbano num verdadeiro museu a céu aberto, valorizando memória, ancestralidade e arte afro-brasileira.

1.º lugar–“Pequena África: Memória Continental”

Assinado pela reconhecida arquiteta Sara Zewde, o projeto aposta em intervenções que conectam o território a uma rede global de narrativas afro-atlânticas.

2.º lugar–“Pequena África: Território Akpalô”

Criado pelos arquitetos Carlos Henrique Magalhães de Lima e Júlia Huff Theodoro, de Brasília, destaca elementos simbólicos africanos e a importância da oralidade (“akpalô”) para contar a história do local.

3.º lugar–“Sankofa e a Trama da Pequena África”

O arquiteto Clovis Nascimento Junior e o escritório Patrícia Akinaga propõem um percurso baseado no conceito de Sankofa, símbolo africano que nos lembra que é preciso olhar para o passado para construir o futuro.

Esta iniciativa é um marco para a valorização do território negro no Brasil e para a integração de práticas culturais africanas na paisagem urbana contemporânea.

Texto: Suzana André

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