O artista Plástico Francisco Van-Dúnem ‘Van’ lança esta quinta-feira, às 18h30, no Palácio de Ferro, a exposição individual intitulada “Paisagens e figuras evocativas”. Produzida pela Maia Tanner, a mostra constitui uma síntese de mais de cinco décadas de prática artística, marcada por uma investigação contínua entre memória, território e identidade.
Segundo uma nota enviada à Revista Chocolate Lifestyle, as obras percorrem o universo visual e simbólico do artista, onde o quotidiano angolano transforma-se em linguagem estética.

Destacam-se peças como: “Estacas de Mandioqueira (Homenagem à Farinha Museke)”
“Paisagem e Kitanda Flutuante I” e “Colhendo Café” (datada 1988 e recentemente restaurada).
Na sua reflexão “A Síntese Dinâmica da Praxis Criativa”, Van propõe que “a obra só se completa através do olhar do público”. A sua prática assenta numa tensão produtiva entre: tradição e contemporaneidade, forma e conteúdo, e memória e experimentação.
“O resultado é uma linguagem plástica onde cada obra dialoga consigo mesma e com as restantes, criando um sistema visual dinâmico e interligado”.

Quase 190 exposições
O galerista Dominick A. Maia Tanner considera Van como “uma das mais altas e centrais figuras da arte moderna e contemporânea angolana. Construiu um percurso singular entre Angola, Cuba, Portugal e o Reino Unido”.
Entre várias conquistas, Van foi Membro fundador da União Nacional de Artistas Plásticos. Detém 39 exposições individuais e 150 colectivas, Prémio Nacional de Cultura e Artes (2008). Foi distinguido com a Medalha dos 50 anos da Independência Nacional (2025).
A sua obra é profundamente multidisciplinar, atravessando pintura, escultura, gravura, fotografia e instalação, sempre ancorada numa forte matriz identitária angolana.

