A criação de mais espaços culturais e de políticas públicas que reforcem o apoio aos grupos de danças tradicionais foi defendida, no último domingo, em Luanda, pelo secretário-geral e director de Comunicação e Imagem do Grupo de Dança Kupolo Njila, Milton Kilandambuca. O responsável considera que estas medidas são fundamentais para garantir a continuidade dos projectos artísticos e fortalecer a preservação do património cultural angolano.

Durante a apresentação da agenda de actividades do colectivo, Milton Kilandambuca sublinhou que os grupos de dança tradicional desempenham um papel essencial na transmissão dos conhecimentos, costumes e valores de geração em geração. Para o responsável, investir na cultura tradicional representa um compromisso com a memória colectiva, a identidade nacional e o sentimento de pertença das novas gerações, defendendo a criação de agendas culturais mais inclusivas e permanentes.
O dirigente destacou ainda a recente participação do Kupolo Njila nas comemorações dos 25 anos da Comissão do Golfo da Guiné, realizadas no Palmeiras Club, em Luanda, onde o grupo apresentou a coreografia “Katita”, inspirada nas manifestações culturais da província do Cuanza-Sul. Segundo explicou, a actuação permitiu promover a riqueza das tradições angolanas perante representantes de vários países, reafirmando a dança como um poderoso instrumento de valorização da identidade cultural e de aproximação entre os povos.