Especialistas apelam à juventude a redescobrir o esplendor do Reino do Kongo

Miguel Jose
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A cidade histórica de M’Banza Kongo, na província do Zaire, continua a ser um verdadeiro santuário do património cultural africano. Foi nesta linha que o sociólogo e docente Zolana Avelino apelou aos estudantes a despertarem o interesse em conhecer mais profundamente os monumentos e sítios que testemunham a grandiosidade do antigo Reino do Kongo.

Durante uma palestra inserida nas comemorações do Dia Internacional dos Museus, Zolana Avelino defendeu a importância do Museu Regional do Reino do Kongo como ferramenta essencial para a promoção da educação patrimonial. Destacou ainda locais emblemáticos como a mística árvore “Yala Nkuwu”, o Cemitério dos Reis e o Tribunal Consuetudinário “Lumbo”, que, segundo o académico, “guardam a alma viva da cultura local”.

O director do museu, Avelino Manzueto, reforçou que os museus desempenham um papel crucial no novo paradigma de aquisição de conhecimento e interacção com a comunidade, sendo espaços vivos de preservação da memória colectiva, tanto no seu património tangível como intangível.

A voz da tradição também se fez ouvir com Afonso Mendes, coordenador do Núcleo das Autoridades Tradicionais do Lumbo, que sublinhou a importância de visitas regulares aos locais históricos para transmitir às novas gerações os valores culturais e identitários da região.

A estudante Ana Marlene, de 22 anos, foi clara no apelo: “Os jovens devem visitar mais o nosso património. Só assim conheceremos verdadeiramente as nossas raízes.”

Texto: Gracieth Issenguele

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