“Semba in the World” leva a cultura angolana às mesas estratégicas da lusofonia

Gracieth Issenguele
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O projecto “Semba in the World” voltou a afirmar-se como uma importante ponte entre cultura, educação e desenvolvimento sustentável, ao ser apresentado e analisado no International Project Management, programa de formação executiva promovido pela CESO Academy, que decorreu até à última sexta-feira, em Lisboa.

Segundo o Jornal de Angola Online, a iniciativa reuniu, durante cinco dias, especialistas e profissionais de diferentes sectores nas instalações do Hotel Vincci, onde o Semba foi trabalhado como um caso prático de referência no módulo temático “Semba Vivo: educação, memória e futuro”. O foco esteve centrado na valorização do género musical angolano enquanto património cultural vivo, ferramenta de coesão social e activo estratégico para o desenvolvimento cultural sustentável.

Ao longo da formação, foram debatidos vários desafios ligados à preservação e projecção do Semba, entre os quais a baixa transmissão intergeracional, a reduzida valorização económica da cultura tradicional e a necessidade urgente de integrar o património cultural nos processos educativos e de profissionalização artística.

O grupo de trabalho foi coordenado pela especialista Margarida Seco e contou com a participação de Hélio Aragão, além de Joana Leite e Simão Paiva.

Durante as sessões técnicas, o projecto foi alinhado com metodologias e padrões internacionais voltados para candidaturas a financiamentos externos, incluindo mecanismos ligados à cooperação cultural, educação patrimonial, desenvolvimento comunitário e economia criativa. A abordagem reforça a ambição de transformar o Semba num activo cultural capaz de gerar impacto económico, social e educativo dentro e fora de Angola.

No encerramento da formação, Rui Santos destacou o compromisso institucional da CESO Academy em apoiar tecnicamente a mobilização de recursos e a captação de financiamento necessários para a concretização do projecto.

Mais do que um estilo musical, o Semba continua a consolidar-se como um poderoso símbolo identitário angolano, capaz de unir diferentes espaços da lusofonia. A iniciativa reforça, assim, novas oportunidades de cooperação cultural entre Angola, Portugal, Brasil e outros países de língua portuguesa, elevando o património cultural angolano a uma dimensão cada vez mais global.

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