Angola está entre os dez países africanos considerados de alto risco face à atual epidemia de Ébola que afeta a República Democrática do Congo e Uganda. O alerta foi emitido pelo África CDC, agência técnica de saúde pública da União Africana.
Segundo o diretor-geral do África CDC, Jean Kaseya, os países considerados mais vulneráveis ao risco de propagação do vírus são Angola, Sudão do Sul, Ruanda, Quénia, Tanzânia, Etiópia, República do Congo, Burundi, República Centro-Africana e Zâmbia.

As autoridades de saúde justificam o alerta com fatores como a proximidade geográfica com zonas afetadas, rotas comerciais ativas, circulação populacional e fronteiras com fraco controlo sanitário.
A atual epidemia, causada pela rara variante Bundibugyo do vírus Ébola, já levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, o nível máximo de alerta sanitário global.

De acordo com dados recentes do África CDC e da OMS, já foram registados, centenas de casos suspeitos e dezenas de mortes, sobretudo na província de Ituri, no leste da RDC, considerada o epicentro do surto. Casos confirmados também já foram detetados em Uganda.
Especialistas internacionais alertam ainda para o facto de não existir atualmente uma vacina licenciada nem tratamento específico aprovado para esta variante do vírus, o que aumenta a preocupação das autoridades sanitárias africanas e internacionais.

O Ébola é uma doença viral grave e altamente contagiosa, transmitida através do contacto direto com fluidos corporais infetados. Entre os sintomas mais comuns estão febres alta, vómitos, diarreia, dores intensas e, em casos mais graves, hemorragias internas e externas.

