Todos, em algum momento, sentem-se preocupados, seja com o trabalho, a saúde, os estudos ou os relacionamentos. A preocupação, por si só, é uma resposta natural do cérebro para garantir a nossa autopreservação. Contudo, quando domina os pensamentos e a consumir energia constantemente, transforma-se num fardo emocional que prejudica o bem-estar.

Pensar demais, ou seja, entrar num ciclo repetitivo de preocupações, leva ao cansaço mental, afeta o sono e até dificulta a tomada de decisões. Um exemplo simples é: Planear uma viagem, embora exija organização, não é preciso estar excessivamente preocupado para realizar todas as etapas. A preocupação torna-se produtiva apenas até certo ponto.

O desafio está em identificar quando o pensamento excessivo ultrapassa os limites do saudável. Técnicas como a respiração consciente, a organização do dia a dia e o foco no presente podem ajudar a controlar essa sobrecarga mental. Procurar apoio psicológico também é recomendado quando a preocupação se torna constante e debilitante.

Segundo a psicóloga Victoria Appolini, “o excesso de preocupação é uma tentativa do cérebro de controlar o incontrolável”. Ela explica que, muitas vezes, a mente ocupa-se com possíveis cenários futuros para evitar surpresas ou dores emocionais, mas esse comportamento pode gerar ainda mais ansiedade. Victoria recomenda exercícios de groundedness (técnicas para se ancorar no presente), rotinas de autocuidado e práticas de autocompaixão como estratégias eficazes para acalmar a mente e encontrar equilíbrio.







