É difícil sair da cama? Quatro hábitos que podem ajudar a combater a depressão matinal

Suzana André
3 leitura mínima

Acordar sem energia, desmotivado ou com uma sensação persistente de tristeza pode ser um sinal de depressão matinal, uma condição associada a sintomas depressivos mais intensos durante as primeiras horas do dia. Embora não constitua um diagnóstico clínico autónomo, este fenómeno pode afetar significativamente a produtividade, o bem-estar emocional e as relações pessoais.

Segundo a neuropsicóloga Sanam Hafeez, a depressão matinal caracteriza-se por sentimentos mais intensos de tristeza, falta de esperança e fadiga ao acordar, sintomas que tendem a diminuir ao longo do dia. A especialista explica que alterações do ritmo circadiano — o relógio biológico responsável por regular o sono, a energia e o humor — podem contribuir para o agravamento destes sintomas.

Para minimizar o impacto da depressão matinal, especialistas recomendam quatro hábitos simples:

Criar uma rotina relaxante antes de dormir Segundo a psicóloga clínica Charlynn Ruan, uma boa manhã começa na noite anterior. Manter horários regulares para dormir, evitar dispositivos eletrónicos antes de deitar e adotar práticas relaxantes, como meditação, exercícios de respiração ou uma lista de gratidão, pode favorecer um sono mais reparador.

Estabelecer uma rotina matinal consistente, Charlynn Ruan aconselha evitar o uso do telemóvel nos primeiros minutos após acordar. Em alternativa, ouvir música, um “podcast” ou simplesmente começar o dia de forma tranquila pode ajudar a reduzir os pensamentos negativos e melhorar o estado de espírito.

Escrever num diário A terapeuta Saba Harouni Lurie destaca que escrever sobre emoções e pensamentos permite identificar gatilhos emocionais e desenvolver estratégias para lidar com eles. Além disso, esta prática promove um diálogo interno mais positivo e uma maior consciência emocional.

Aproveitar a luz natural, Sanam Hafeez recomenda abrir as cortinas ou passar alguns minutos ao ar livre logo pela manhã. A exposição à luz solar ajuda a regular o ritmo circadiano, enquanto alongamentos e movimentos leves estimulam a libertação de endorfinas, substâncias associadas à sensação de bem-estar.

Os especialistas alertam que, quando os sintomas persistem ou interferem na rotina diária, é fundamental procurar apoio profissional para uma avaliação adequada e acompanhamento especializado.

Compartilhe este artigo
Sem comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *