Angola continua a enfrentar desafios significativos no combate ao HIV/SIDA. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Luta Contra o Sida (INLS), a prevalência nacional média da doença é de 1,6%, o que significa que, em cada 100 cidadãos angolanos, cerca de duas pessoas vivem com HIV/SIDA.
A informação foi avançada pela diretora-geral do INLS, Lúcia Furtado, durante o Fórum Provincial sobre o HIV/SIDA, realizado em Saurimo, província da Lunda-Sul. Os números têm como base o Inquérito de Indicadores de Saúde realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) entre 2023 e 2024.
Actualmente, estima-se que cerca de 370 mil pessoas vivam com HIV/SIDA em Angola. Deste total, aproximadamente 240 mil são mulheres e 27 mil são grávidas, um cenário que reforça a importância de programas voltados para a prevenção da transmissão vertical, ou seja, de mãe para filho.

Na província da Lunda-Sul, vivem cerca de nove mil pessoas portadoras da doença. Apesar dos avanços registados na última década, com a redução do número de mortes e de novos casos, as autoridades de saúde alertam para um problema persistente: o abandono do tratamento por parte de alguns pacientes.
Entre as iniciativas em curso destaca-se o programa “Nascer Livre para Brilhar”, liderado pela Primeira-Dama Ana Dias Lourenço, que tem como principal objectivo reduzir a transmissão do HIV/SIDA de mãe para filho e garantir melhores condições de saúde para as futuras gerações.
O Governo angolano, em parceria com diversas organizações nacionais e internacionais, mantém o compromisso de eliminar o HIV/SIDA como problema de saúde pública até 2030, apostando na prevenção, no diagnóstico precoce e no acesso contínuo aos medicamentos antirretrovirais.
Especialistas reforçam que a informação, a prevenção e a adesão ao tratamento continuam a ser as principais armas para travar a propagação da doença e melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV/SIDA.


