Instituto Butantan desenvolve pomada cicatrizante com potencial regenerador da pele

Suzana André
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Pesquisadoras do Instituto Butantan  trabalham numa pomada cicatrizante experimental que, em estudos pré-clínicos, mostrou potencial para estimular a regeneração da pele lesionada sem deixar cicatrizes visíveis ou formação de queloides as espessas e elevadas marcações que podem surgir após feridas ou cirurgias.

A fórmula foi criada a partir de um composto bioativo extraído de um fungo identificado no bioma da Caatinga, um dos ambientes com maior biodiversidade no Brasil e ainda pouco estudado.

De acordo com o jornal Opção, a pomada tem o potencial de acelerar a recuperação, promovendo uma produção uniforme de colágeno e reparando os tecidos de forma mais eficaz. A pomada é segura para estudos em laboratório.

O trabalho de pesquisa começou em 2010, quando os cientistas isolaram o fungo a partir de amostras da vegetação da Caatinga para estudar propriedades antibióticas e antitumorais do composto. Com o avanço dos estudos, verificou-se que a molécula também tinha um potencial regenerativo celular, fundamental para o processo de cicatrização.

Ensaios com células endoteliais e fibroblas células envolvidas na formação de novos tecidos confirmaram esse efeito regenerativo. O Instituto solicitou, em 2018, a patente da formulação, que atualmente está a ser desenvolvida em conjunto com a startup BiotechnoScience Farmacêutica, a qual acompanha as etapas regulamentares junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)antes de uma eventual comercialização.

Ainda sem previsão de lançamento no mercado, a pomada representa um avanço promissor na área de cuidados dermatológicos e ressalta o papel da biodiversidade e da inovação científica como fontes de soluções para desafios médicos.

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