Menino belga de 13 anos faz história como o primeiro paciente no mundo curado de um cancro cerebral considerado terminal

Suzana André
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Um menino belga de 13 anos chamado Lucas Jemeljanova entrou para os livros de história médica ao tornar-se o primeiro paciente no mundo a ser curado de um tipo de cancro cerebral considerado terminal um marco sem precedentes na oncologia pediátrica.

Diagnosticado aos seis anos com glioma pontino intrínseco difuso (DIPG), um tumor cerebral raro e extremamente agressivo que afeta o tronco cerebral e tem estatisticamente uma taxa de sobrevivência inferior a um ano após o diagnóstico, Lucas enfrentava um prognóstico devastador. 

A esperança surgiu quando a sua família decidiu levá-lo para participar no ensaio clínico BIOMEDE em França, onde foram testados medicamentos inovadores contra o DIPG. Lucas foi tratado com everolimus, um fármaco que atua bloqueando a via mTOR um mecanismo que ajuda as células tumorais a crescer e dividir-se.

Ao longo de vários anos de acompanhamento e tratamentos, o tumor foi a diminuir progressivamente até desaparecer por completo, sem vestígios da doença nas análises mais recentes. Esta remissão total sustentada é considerada inédita em casos de DIPG em todo o mundo.

Os médicos envolvidos no tratamento descrevem o feito como um avanço científico notável, que desafia o que se pensava ser possível no combate a um cancro cerebral até aqui classificado como incurável. Embora este caso represente uma conquista individual extraordinária, também abre portas para novas abordagens terapêuticas e esperança para outras crianças que enfrentam diagnósticos semelhantes.

Este feito histórico a cura completa e mantida de um cancro cerebral terminal marca um momento de grande impacto na medicina moderna e reforça a importância dos ensaios clínicos e da medicina personalizada no tratamento de doenças complexas. 

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