A capital do Quénia, Nairóbi, deu um passo histórico ao aprovar uma política que concede às mulheres trabalhadoras do governo local dois dias de folga remunerada por mês durante o período menstrual. Esta decisão foi formalizada pelo governo do Condado de Nairóbi e faz parte de um conjunto de medidas de apoio à saúde e bem-estar das funcionárias públicas.

Dois dias mensais de folga por motivos relacionados com o ciclo menstrual reconhecidos como “Menstrual Health Days” que podem ser usufruídos sem redução das licenças médicas ou de férias.
A medida não exige atestado médico para ser utilizada, permitindo que as mulheres se ausentem quando necessário.

O programa foi aprovado por meio de um memorando da administração local, sob proposta do executivo do condado, liderado pelo governador Johnson Sakaja.
A decisão foi recebida com apoio de defensores dos direitos das mulheres, que destacam a importância de reconhecer os desafios de saúde enfrentados por muitas mulheres durante a menstruação.

Por outro lado, o plano gerou debate público no Quénia, com alguns críticos a alertarem para possíveis implicações sobre estereótipos laborais ou contratações no sector público.
Políticas de licença menstrual ainda são raras no mundo, mas já existem em países como Japão, Coreia do Sul e Zâmbia, apesar de com práticas e limites diferentes de acordo com cada lugar.





