Nutricionista Rosaria Tumba alerta para factores de risco que desenvolvem células cancerígenas 

Suzana André
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Durante uma palestra dedicada à saúde feminina, especialistas destacaram a importância da responsabilidade individual e da prevenção no combate ao cancro da mama. O encontro salientou que, tal como nas transformações que ocorrem durante a gravidez, o corpo feminino passa por diversas alterações hormonais que exigem atenção redobrada ao longo dos anos.

Um dos pontos centrais foi a relação entre estilo de vida, alimentação e fatores hormonais, como o estrogénio. A nutricionista Rosaria Tumba explicou que a obesidade, o sedentarismo e os hábitos alimentares inadequados podem aumentar o risco de desenvolvimento de células cancerígenas. Por outro lado, a prática de exercício físico, o controlo do peso e o consumo de alimentos ricos em antioxidantes, como os frutos vermelhos, ajudam a combater os radicais livres e a proteger as células saudáveis.

 Segundo a psicóloga Suzileny Lopes, o apoio psicológico desempenha um papel essencial na manutenção do equilíbrio emocional, não apenas em situações de diagnóstico, mas como prática regular de autocuidado. “O acompanhamento psicológico é um suporte emocional; procurem sempre o psicólogo, não só em casos de diagnóstico, mas como forma de cuidar das emoções e do bem‑estar diariamente”, sublinhou uma das oradoras.

Outro tema abordado foi o autoexame da mama, prática essencial para a deteção precoce de alterações. O procedimento deve ser realizado mensalmente, entre o sétimo e o décimo dia após o início da menstruação, de forma calma e atenta. “É fundamental que cada mulher conheça o seu corpo. Só assim é possível perceber o que é normal e o que não é”, sublinhou a especialista em medicina ocupacional Lubna Amade.

Além do autoexame, reforçou-se a importância das consultas regulares e dos exames clínicos, como a mamografia, que permitem identificar alterações ainda em estágios iniciais.

A especialista concluiu lembrando que o tratamento pode envolver diferentes abordagens, desde a cirurgia até à quimioterapia, radioterapia e terapias hormonais mais localizadas. No entanto, o foco deve ser sempre a prevenção e o autocuidado.

“Cuidar da nossa saúde é um ato de amor-próprio. A deteção precoce salva vidas.”

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