A música perdeu um dos seus criadores mais sensíveis e inquietos. John Forté, rapper, produtor e compositor indicado ao Grammy, morreu de forma repentina aos 50 anos. O artista foi encontrado sem vida em sua residência, em Chilmark, no estado de Massachusetts, nos Estados Unidos. As autoridades locais informaram que não há indícios de crime e que a causa oficial da morte ainda está sob investigação.

Forté nunca foi apenas um “coadjuvante” dentro do hip hop. Dono de uma visão artística singular, ele esteve no centro de transformações importantes do género, actuando tanto nos bastidores quanto à frente dos microfones. Integrante do coletivo Refugee Camp All-Stars, foi peça-chave na construção da identidade sonora dos Fugees uma das formações mais influentes da história do rap.
A sua contribuição foi especialmente marcante no álbum The Score (1996), obra que não apenas redefiniu os rumos do hip hop nos anos 1990, como também projetou Lauryn Hill, Wyclef Jean e Pras ao estatuto de ícones globais. Mais do que um colaborador, Forté foi um elo criativo fundamental, ajudando a equilibrar lirismo, consciência social e apelo popular.
Ao longo da carreira, construiu uma reputação de artista inquieto, capaz de transitar entre o rap, a produção musical e a composição com profundidade e autenticidade. A sua morte deixa uma lacuna no hip hop e reacende o reconhecimento de um legado que, muitas vezes longe dos holofotes, foi decisivo para moldar uma era.





