Aliko Dangote pretende deixar quase US$ 10 bilhões para filantropia após sua morte

Michela Silva
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O empresário nigeriano Aliko Dangote, de 69 anos, fundador do Dangote Group e considerado o homem mais rico de África, planeia destinar 33% da sua fortuna para acções filantrópicas e sociais após a sua morte.

A decisão foi revelada pela sua filha, Halima Dangote, que também integra a Aliko Dangote Foundation, organização ligada às iniciativas sociais da família.

De acordo com dados da Forbes, a fortuna de Dangote está actualmente estimada em cerca de US$ 30 bilhões, colocando-o entre as pessoas mais ricas do mundo. Considerando esse valor, um terço do seu património representaria aproximadamente US$ 9,9 bilhões destinados à filantropia.

Segundo Halima, a decisão já faz parte do planeamento da família e está relacionada tanto aos princípios islâmicos seguidos pelo empresário quanto ao desejo de garantir que o trabalho filantrópico continue pelas próximas gerações.

Dangote teria pedido que as suas três filhas e a mãe reconhecessem formalmente a decisão no seu testamento, reforçando o compromisso da família com a continuidade das ações sociais.

A fortuna do empresário foi construída a partir de um dos maiores impérios industriais de África, com negócios em sectores como cimento, açúcar, sal e petróleo.

Entre os seus principais investimentos está a Refinaria Dangote, na Nigéria, um dos maiores projetos industriais do continente e peça central da estratégia do empresário para reduzir a dependência africana de combustíveis importados.

A iniciativa coloca novamente em destaque o papel dos grandes empresários africanos na filantropia e levanta uma questão sobre o impacto que grandes fortunas podem ter no desenvolvimento social do continente.

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