O empresário nigeriano Aliko Dangote, de 69 anos, fundador do Dangote Group e considerado o homem mais rico de África, planeia destinar 33% da sua fortuna para acções filantrópicas e sociais após a sua morte.
A decisão foi revelada pela sua filha, Halima Dangote, que também integra a Aliko Dangote Foundation, organização ligada às iniciativas sociais da família.
De acordo com dados da Forbes, a fortuna de Dangote está actualmente estimada em cerca de US$ 30 bilhões, colocando-o entre as pessoas mais ricas do mundo. Considerando esse valor, um terço do seu património representaria aproximadamente US$ 9,9 bilhões destinados à filantropia.

Segundo Halima, a decisão já faz parte do planeamento da família e está relacionada tanto aos princípios islâmicos seguidos pelo empresário quanto ao desejo de garantir que o trabalho filantrópico continue pelas próximas gerações.
Dangote teria pedido que as suas três filhas e a mãe reconhecessem formalmente a decisão no seu testamento, reforçando o compromisso da família com a continuidade das ações sociais.
A fortuna do empresário foi construída a partir de um dos maiores impérios industriais de África, com negócios em sectores como cimento, açúcar, sal e petróleo.

Entre os seus principais investimentos está a Refinaria Dangote, na Nigéria, um dos maiores projetos industriais do continente e peça central da estratégia do empresário para reduzir a dependência africana de combustíveis importados.
A iniciativa coloca novamente em destaque o papel dos grandes empresários africanos na filantropia e levanta uma questão sobre o impacto que grandes fortunas podem ter no desenvolvimento social do continente.