“As 48 Leis do Poder” é o livro mais procurado pelos angolanos (?!)

Redacção
4 leitura mínima

Livrarias registam mais procura por livros técnicos do que de ficção, com mais leitores constituídos por estudantes universitários, nomeadamente do curso de Direito, apurou uma reportagem, que evidencia que o tendencioso livro “As 48 Leis do Poder” como o mais procurado por leitores angolanos neste momento.

De acordo com uma ronda feita pelo Jornal de Angola, a propósito do Dia Mundial do Livro e Direitos de Autores, que se assinalou na quinta-feira, 23 de Abril, a livraria Escolar Editora, com cerca de 18 anos de actividade no mercado, regista fluxo contínuo de leitores, com procura regular por conteúdos literários e académicos.

O responsável pelo espaço, Luis Cabral, indicou que os livros da área de Direito continuam a liderar o volume de vendas, seguidos por conteúdos ligados à Economia e à Gestão. A predominância destas áreas está associada ao perfil dos leitores, maioritariamente estudantes do ensino superior e profissionais ligados ao sector jurídico, explicou o gestor cuja livraria actua como ponto de ligação entre editoras, livrarias, universidades e comunidade académica, assegurando a distribuição de livros em várias áreas do conhecimento.

Entre os autores mais procurados, destaca-se Mia Couto, com obras que continuam a despertar interesse do público leitor. No plano internacional, títulos de Robert Greene ocupam posição de destaque, com elevada procura por “As 48 Leis do Poder”, além de “A Arte da Sedução” e “Maestria”. Obras de John C. Maxwell também figuram entre os títulos mais solicitados.

O responsável pela área de publicidade da Editora Mayamba, Abel Miequi, indicou que entre os títulos internacionais mais procurados, constam As 48 Leis do Poder, de Roberto Greene e Pai Rico, Pai Pobre, de Robert Kiyosaki. No plano nacional, o responsável mencionou Quem Me Dera Ser Onda, de Manuel Rui, O Padre do Savimbi, de António de Araújo de Oliveira, e Direito Administrativo, de Carlos Feijó.

Livro digital

O técnico explicou que o acesso ao livro digital surge como alternativa para leitores com limitações financeiras, enquanto a disponibilidade de obras com diferentes preços facilita o acesso ao livro físico. O responsável destacou que a divulgação de conteúdos através das redes sociais contribui para atrair leitores às livrarias, criando uma ligação entre o ambiente digital e o espaço físico.

No que diz respeito aos formatos de leitura, Luís Cabral destacou a coexistência entre o digital e o físico. O acesso a ficheiros em PDF, audiolivros e plataformas online tornou-se prática recorrente, impulsionada pela expansão da internet. Ainda assim, o responsável sublinhou que o livro físico mantém relevância, sobretudo em contextos académicos e de leitura aprofundada.

As “48 Leis do Poder”, de Robert Greene, é um guia focado em táticas de influência, estratégia e autodefesa psicológica. O livro baseia-se em figuras históricas (como Maquiavel e Sun Tzu) para ilustrar como o poder é ganho, mantido ou perdido.

A data 23 de Abril reforça a importância do livro como instrumento de conhecimento, cultura e desenvolvimento social, num país em que a leitura assume papel fundamental na formação académica e na construção de uma sociedade mais informada.

Compartilhe este artigo
Sem comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *