Empresa de energia quer levar soluções de cozinha limpa a mais de 3,5 milhões de pessoas

Suzana André
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A empresa energética ENI Natural Energy reafirmou o seu compromisso com o desenvolvimento sustentável em Angola, durante a inauguração de um novo centro de produção de fogareiros melhorados, numa cerimónia marcada pela apresentação dos resultados alcançados e dos planos de expansão do programa Cozinha ENI.

Na ocasião, o diretor da ENI em Angola, João Maria da Silva, destacou o impacto social e ambiental do projeto, sublinhando que a iniciativa já beneficiou mais de um milhão de pessoas em seis províncias do país.

“Este resultado não é apenas um número. Ele reflecte um impacto tangível na vida quotidiana das comunidades, com menos exposição ao fumo dentro das casas, menor consumo de combustível e melhores condições de saúde, sobretudo para mulheres e crianças”, afirmou.

Segundo João Maria da Silva, o programa tem sido desenvolvido em parceria com os Salesianos Dom Bosco e a organização Médicos com África, apostando também na formação profissional, bolsas de estudo e atividades de sensibilização sobre nutrição e higiene.

O responsável anunciou ainda que, com a entrada em funcionamento do novo centro, a capacidade de produção será mais do que triplicada, permitindo fabricar fogareiros mais eficientes e duradouros. A meta passa agora por alargar o programa para alcançar mais de 3,5 milhões de pessoas em várias províncias do país.

Além disso, a ENI revelou uma nova iniciativa na província do Moxico, desenvolvida em parceria com a empresa C4 Eco Solutions, focada na agricultura sustentável e na recuperação de ecossistemas degradados. O projeto deverá envolver cerca de 20 mil agricultores, restaurar 40 mil hectares de terra e criar até 700 empregos durante o pico das operações.

Também presente no evento, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, (@diamantinopedroazevedo84)elogiou a iniciativa e considerou que o projeto demonstra o compromisso da indústria petrolífera com a sustentabilidade.

“Este projecto tem várias dimensões. Mostra que a indústria petrolífera não está alheia às questões climáticas e que está empenhada em apoiar a formação técnico-profissional dos jovens e melhorar a qualidade de vida das populações rurais”, afirmou.

Por sua vez, o director dos Salesianos Dom Bosco, Máximo Herrera, classificou a inauguração como um momento histórico para a instituição.

“É um salto de qualidade. Hoje temos aquela que é, modestamente, a maior fábrica de fogareiros de Angola”, destacou.

Segundo Máximo Herrera, a unidade produz actualmente cerca de 14 mil fogareiros por mês, fabricados localmente por 70 jovens formados em soldadura. Os equipamentos são distribuídos gratuitamente a famílias que não utilizam gás, permitindo reduzir em cerca de 50% o consumo de lenha e carvão, contribuindo para a preservação ambiental e para a melhoria das condições de vida das comunidades.

Com esta nova fase, a ENI reforça a sua aposta em Angola, combinando energia limpa, formação profissional e desenvolvimento comunitário, numa estratégia que pretende gerar impacto social e ambiental duradouro.

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