A noite confirmou aquilo que já se desenhava como inevitável. Kendrick Lamar entrou na cerimónia com 22 prémios no currículo e saiu ainda maior, após uma varredura total nas categorias de “rap” em que esteve nomeado.

O ponto alto chegou com a distinção de Melhor Álbum de “Rap”, atribuída a GNX, trabalho que consolidou um feito histórico: 26 gramofones dourados, número que coloca o artista de Compton à frente de Jay‑Z e faz dele o rapper mais premiado de sempre pela Recording Academy.

O domínio começou ainda na pré-cerimónia, onde o chamado “efeito GNX” já se fazia sentir. Kendrick venceu Melhor Performance de “Rap” com TV Off, arrecadou Melhor Performance de “Rap” Melódico com Luther, em parceria com SZA, e levou ainda Melhor Canção de “Rap” pela colaboração em Chains & Whips, dos Clipse.

Mais do que prémios, a noite reforçou o estatuto de Kendrick Lamar como uma das figuras mais influentes e consistentes da história do hip‑hop contemporâneo.


