O eclipse lunar previsto para 3 de março será conhecido como “Lua de Sangue”, expressão popular atribuída aos eclipses lunares totais pela tonalidade avermelhada que a Lua assume durante o fenómeno.
De acordo com previsões de instituições astronómicas internacionais, o eclipse será visível, ainda que de forma parcial em algumas regiões, dependendo das condições meteorológicas e da localização geográfica dos observadores.

Segundo a NASA, a “Lua de Sangue” ocorre quando a Terra se posiciona exatamente entre o Sol e a Lua, projetando a sua sombra sobre o satélite natural. Mesmo totalmente encoberta, a Lua não desaparece: a luz solar, ao atravessar a atmosfera terrestre, é filtrada e dispersa, permitindo que apenas os tons avermelhados atinjam a superfície lunar, fenómeno conhecido como dispersão de Rayleigh.
Segundo o Observatório Astronómico de Lisboa, os eclipses lunares totais são seguros para observação a olho nu, não sendo necessária qualquer proteção ocular, ao contrário do que sucede com os eclipses solares. A visibilidade dependerá das condições meteorológicas e da posição geográfica de cada região.
Regiões de visibilidade:
América do Norte: Totalmente visível em grande parte do Canadá, Estados Unidos e México, principalmente durante a noite.

América do Sul: Boa visibilidade parcial no Brasil, Argentina, Chile e Uruguai.
Europa Ocidental e África: Visibilidade parcial, dependendo do horário local, podendo ser observado ao nascer ou ao pôr da Lua.
Ásia e Oceania: Não visível na maior parte, apenas algumas regiões do extremo leste da Rússia poderão captar o início do fenômeno.
O eclipse terá início aproximadamente às 23:00 UTC do dia 2 de março, com o auge do eclipse total previsto por volta das 01:00 UTC do dia 3 de março. A duração da fase total será relativamente curta, cerca de 14 a 16 minutos.
Especialistas citados por plataformas científicas internacionais explicam que a intensidade da cor avermelhada pode variar consoante a quantidade de poeira e partículas presentes na atmosfera terrestre no momento do eclipse. Erupções vulcânicas ou níveis elevados de poluição podem tornar a tonalidade mais escura, ou mais acentuada.
Além do impacto visual, a “Lua de Sangue” tem também significado cultural e histórico, tendo sido associada ao longo dos séculos a mitos e interpretações simbólicas em várias civilizações. Contudo, segundo a comunidade científica, trata-se de um fenómeno astronómico perfeitamente natural e previsível.
O eclipse de 3 de março promete, assim, oferecer um espetáculo celeste marcante, convidando à observação serena de um dos fenómenos mais fascinantes do calendário astronómico.




