Justin Gavanescu aponta formação como chave para transformar a saúde em Angola

Suzana André
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O futuro do sistema de saúde em Angola passa, sobretudo, pelo investimento na qualificação de profissionais e no reforço de parcerias estratégicas. A posição foi defendida por Justin Gavanescu CEO do grupo Aliva, durante uma conferência dedicada à modernização da rede hospitalar no país.

Num cenário ainda marcado por desafios no acesso aos cuidados de saúde, o responsável sublinhou que a solução não se limita à construção de novas infraestruturas, mas exige um modelo integrado, onde os setores público e privado atuem de forma complementar.

Segundo o responsável, o foco deve estar na criação de capacidade interna, através da formação contínua e da transferência de conhecimento, garantindo assim um sistema mais sustentável e orientado para resultados clínicos.

Neste âmbito, o grupo tem promovido iniciativas de capacitação, incluindo a formação de profissionais angolanos no exterior e a colaboração com equipas médicas internacionais, permitindo o desenvolvimento de competências no próprio país.

Um dos exemplos destacados é o do médico ortopedista Manuel Dolongo, que, após formação especializada em Portugal, regressou a Angola para realizar cirurgias complexas, hoje executadas localmente com apoio de equipas internacionais.

Para Justin Gavanescu, este modelo permite melhorar a qualidade dos cuidados, reduzir custos e evitar deslocações ao estrangeiro, tornando o sistema mais eficiente e humanizado.

O responsável destacou ainda a importância das parcerias com seguradoras e das colaborações público-privadas como pilares fundamentais para acelerar a transformação do setor, reforçando o papel do Grupo Aliva Saúde como parceiro ativo na construção de um sistema de saúde mais acessível e sustentável em Angola.

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