A empresária e figura mediática Kylie Jenner enfrenta um processo judicial instaurado em abril deste ano por Angelica Vazquez, antiga empregada doméstica, que alega ter trabalhado num ambiente descrito como tóxico e abusivo. A queixa refere-se ao período entre setembro de 2024 e agosto de 2025, na residência da empresária em Hidden Hills.

Segundo os documentos apresentados em tribunal, a ex-funcionária de origem salvadorenha denuncia episódios de xenofobia, incluindo alegadas ameaças de deportação e comentários depreciativos relacionados com o seu estatuto migratório. A ação judicial aponta ainda situações de intolerância religiosa e agressão física, referindo que um supervisor terá arremessado objetos durante um momento de repreensão.
Para além das alegações de assédio moral, Vazquez acusa a entidade patronal de irregularidades laborais, como o não pagamento de salários, despedimento ilícito e a imposição de tarefas fisicamente exigentes como forma de punição. A ex-empregada afirma ter desenvolvido sintomas de stresse pós-traumático, tendo inclusive estado de baixa médica antes de cessar funções, em agosto de 2025.
Embora os comportamentos diretos sejam atribuídos a membro da equipa doméstica, Kylie Jenner surge no processo como responsável legal pelas condições de trabalho na sua propriedade. O caso encontra-se atualmente a decorrer nos tribunais da Califórnia e, até ao momento, não foi emitida qualquer declaração oficial por parte da empresária ou da sua equipa.

