Benguela abre espaço ao talento infantil com o festival “Nzonji ya Monandengue”

Gracieth Issenguele
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Cerca de 40 crianças e adolescentes, dos 6 aos 17 anos, transformaram o fim-de-semana num encontro com a arte, durante uma iniciativa de formação realizada no Museu Nacional de Arqueologia, em Benguela. Entre movimentos, palavras, gestos e sons, os participantes descobriram no teatro, na dança, na música, na poesia e nas artes plásticas novas formas de expressão e de compreensão do mundo.

A actividade integrou a programação da 6.ª edição do Festival “Nzonji ya Monandengue”, que este ano abriu na cidade das Acácias Rubras com uma aposta na formação e na massificação das artes junto do público infanto-juvenil. Promovida pela Companhia de Artes Sol-CAS, com o apoio do Ministério da Cultura, a iniciativa pretende criar oportunidades para crianças e adolescentes que demonstram interesse ou talento artístico.

Para a directora da Companhia de Artes Sol-CAS, Solange Feijó, o entusiasmo revelado pelos participantes confirma o potencial artístico existente em Benguela e reforça a necessidade de investir na formação desde tenra idade. A responsável defende igualmente uma maior organização dos agentes culturais para trabalharem com as novas gerações, contribuindo para o desenvolvimento artístico, intelectual e para o conhecimento da diversidade cultural angolana.

A forte procura registada durante a audição que antecedeu o festival evidenciou, segundo a organização, a carência de espaços regulares dedicados às artes para crianças e adolescentes na província. Embora o número de interessados tenha superado as expectativas, a edição de Benguela foi estruturada para acolher 40 participantes, numa iniciativa que procura minimizar esta lacuna e aproximar os mais novos das diferentes manifestações artísticas.

O actor Steve Quina, conhecido como “Dr. Stive”, também destacou a importância do projecto e defendeu a integração das artes no currículo escolar desde o ensino primário. Na sua perspectiva, o teatro, a música, a dança e outras linguagens artísticas podem despertar talentos e fortalecer competências criativas, intelectuais e sociais, além de ampliar o conhecimento das crianças sobre a diversidade cultural do país.

Ao longo dos dois dias de actividades, os participantes demonstraram capacidade de aprendizagem e memorização dos conteúdos trabalhados, deixando uma mensagem clara sobre o potencial da nova geração. Depois de Benguela, o “Nzonji ya Monandengue” segue para Luanda, onde encerra a programação com uma actividade no Palácio de Ferro, de 14 a 16 de agosto, reunindo cerca de 400 participantes durante três dias.

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