“Caldo do Poeira” transforma vozes femininas num tributo inesquecível à alma da música angolana

Gracieth Issenguele
2 leitura mínima

A edição especial do “Caldo do Poeira”, dedicada às vozes femininas, transformou o Prova d’Art Miramar, em Luanda, num verdadeiro palco de celebração da identidade cultural angolana. Realizado no domingo, o espectáculo reuniu três gerações de artistas nacionais numa homenagem ao papel determinante das mulheres na preservação, valorização e divulgação da música angolana, proporcionando ao público uma viagem pela riqueza dos ritmos, das línguas nacionais e da memória artística do país.

Segundo o Jornal de Angola Online, o repertório destacou obras imortalizadas por grandes referências da música angolana e africana, reforçando o talento, a força e o legado das intérpretes nacionais. Dividida em dois momentos, a programação apresentou clássicos do cancioneiro nacional através das interpretações de artistas como Neide da Luz, Malú, Dina Santos, Judeth & Ester, Elisa Barros, Alexandra Bento, Beth Coelho, Mura, Dorgan Nogueira e As Gingas do Maculusso, entre outros, que prestaram homenagem a nomes incontornáveis da música.

Além da qualidade artística das actuações, o evento ficou marcado pelo simbolismo da união entre diferentes gerações. À saída, o duo Judeth & Ester destacou a honra de partilhar o palco com artistas que abriram caminhos para as novas vozes da música nacional, enquanto Dina Santos sublinhou que iniciativas desta natureza representam uma importante passagem de testemunho às futuras gerações, sobretudo às mulheres que desejam seguir uma carreira artística.

O porta-voz do projecto, Carlos Bequengue, explicou que esta edição nasceu com o propósito de assinalar o Dia da Mulher Africana, celebrado a 31 de julho.

 Segundo o responsável, depois de não ter sido possível realizar uma homenagem dedicada às mulheres no mês de março, a organização decidiu promover este encontro como forma de reconhecer e preservar o inestimável contributo feminino para a história e o futuro da música angolana, reafirmando o “Caldo do Poeira” como um dos mais relevantes espaços de valorização da cultura nacional.

Compartilhe este artigo
Sem comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *