“Meu foco agora é unir a nossa cultura à técnica cinematográfica de elite” – Leonardo Thomás regressa para revolucionar o audiovisual com ‘Sabela’

Gracieth Issenguele
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O panorama audiovisual angolano prepara-se para um novo capítulo com o regresso de Leonardo Celso Tomás Cabuico, conhecido artisticamente como Leonardo Thomás. Após concluir a sua formação com distinção na AFDA — considerada a principal escola de artes do continente, o jovem cineasta regressa ao país com uma bagagem técnica de excelência e uma visão estética que promete elevar o nível da produção audiovisual nacional.

Como marco deste regresso, Leonardo apresenta a sua curta-metragem “Sabela” na quarta-feira, 22, às 18h, no Centro Cultural Kassemba Terra Preta, no Cassequel. A exibição integra o projecto “Cinema na Banda” e assinala a primeira apresentação pública da obra em Angola, após conquistar reconhecimento no circuito académico sul-africano.

Destaque entre a nova geração, Leonardo Thomás afirma-se como o único angolano com registo de graduação na AFDA no período pós-COVID, tendo ainda integrado a prestigiada Dean’s List, o quadro de honra da instituição. Especializado em Direcção e Cinematografia, o cineasta domina equipamentos de alta performance da Panavision amplamente utilizados nas grandes produções de Hollywood, além de técnicas avançadas de iluminação que prometem redefinir o storytelling visual em Angola.

“O audiovisual angolano tem uma alma única. O meu foco agora é unir a nossa cultura à técnica cinematográfica de elite para ajudar as marcas a comunicarem com propósito e beleza”, afirma o realizador, evidenciando a sua ambição de cruzar identidade cultural com padrões internacionais de produção.

A curta-metragem “Sabela”, realizada durante a sua imersão académica na África do Sul, traduz essa visão. Finalista no 48h Film Project Cape Town, a obra explora narrativas contemporâneas africanas com uma linguagem visual sofisticada e alinhada com os padrões globais.

Mais do que um regresso, a chegada de Leonardo Thomás representa um sinal claro de renovação para o cinema angolano, um encontro entre talento, formação de excelência e a vontade de contar histórias locais com impacto universal.

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