Fortalecer a memória pode estar ao alcance de todos por meio de um gesto simples: caminhar. De acordo com vários especialistas em neurociência, este hábito diário é um dos mais eficazes para preservar e melhorar a função cerebral.
Segundo o neurocientista Joel Salinas, a atividade aeróbica, como a caminhada, estimula a neurogénese, o processo de criação de novos neurónios, sobretudo no hipocampo, uma área essencial para a formação de memórias.

A neurologista Sarah Buckingham reforça que caminhar tem um efeito neuroprotetor, ajudando a retardar o envelhecimento cerebral. Com o avançar da idade, o cérebro tende a perder volume, sendo o hipocampo uma das regiões mais afetadas.
Na mesma linha, o médico Majid Fotuhi destaca que esta estrutura funciona como um verdadeiro centro de processamento da memória, responsável por transformar experiências em memórias de longo prazo.

Além disso, caminhar melhora a circulação sanguínea, garantindo maior fornecimento de oxigénio e glicose ao cérebro, fatores essenciais para o seu bom funcionamento.

Para quem pretende adotar este hábito, não é necessário recorrer a exercícios intensos. A caminhada é acessível, eficaz e é benéfico não só para o cérebro, mas também para o sistema cardiovascular, músculos e ossos, ajudando ainda a reduzir o “stress”.
Para potenciar os resultados, os especialistas recomendam pequenas estratégias, como variar o ritmo, aumentar a intensidade, caminhar com companhia para manter a motivação e combinar o exercício com momentos de treino de força.
Simples e prática, a caminhada afirma-se assim como um dos hábitos mais completos para cuidar do corpo e da mente, com impacto direto na memória e na qualidade de vida.




