Carne mal passada pode aumentar risco de hepatite E, alertam investigadores

Suzana André
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Uma investigação portuguesa reforçou os alertas sobre os riscos do consumo de carne de porco mal cozinhada, associando essa prática à transmissão do vírus da hepatite E (HEV), uma doença que afeta o fígado e pode provocar complicações graves em alguns casos.

O estudo, intitulado “Javalis como reservatório do vírus zoonótico da hepatite E com evidência genómica completa do genótipo 3m”, concluiu que o vírus circula tanto em populações de suínos domésticos como selvagens, podendo ser transmitido aos humanos através do consumo de carne contaminada ou do contacto direto com animais infetados.

Entre os sintomas mais comuns da hepatite E estão febre, dores musculares, cansaço, náuseas e diarreia. Contudo, especialistas alertam que muitas pessoas podem estar infetadas sem apresentar sintomas. Em situações mais graves, sobretudo em indivíduos imunodeprimidos, a doença pode evoluir para insuficiência hepática e cirrose.

Segundo o Grupo Lusíadas Saúde, esta forma de hepatite transmite-se de maneira semelhante à hepatite A, por meio de água ou alimentos contaminados. O tratamento passa, geralmente, por repouso, hidratação e alimentação adequada.

A investigação analisou 120 javalis caçados em diferentes regiões de Portugal entre 2023 e 2025, tendo identificado casos positivos no distrito de Évora, nomeadamente nos municípios de Reguengos de Monsaraz e Mourão.

Os investigadores recomendam evitar o consumo de carne crua ou mal passada, sobretudo de porco e javali, como forma de prevenção contra o vírus.

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