Em tempos em que a desinformação pode espalhar-se tão rapidamente quanto qualquer vírus, o acesso a orientações médicas claras e fundamentadas torna-se a ferramenta mais eficaz de saúde pública. Atenta às preocupações crescentes em torno da Mpox, a médica de família Áurea de Carvalho recorreu recentemente às suas plataformas digitais para partilhar um vídeo esclarecedor sobre a doença, sublinhando que o momento não exige alarme, mas sim responsabilidade e conhecimento.

Num tom sereno, empático e didático, a médica angolana resumiu as formas de transmissão, os sintomas a ter em conta e os cuidados fundamentais para conter a propagação do vírus. De acordo com a especialista, promover o esclarecimento público é também a melhor forma de afastar preconceitos: “Mpox não é motivo para pânico, mas é motivo para informação”, destacou na mensagem que acompanha a publicação.
Para que a informação chegue de forma rigorosa e acessível a todos os leitores, reproduzimos na íntegra os conselhos e alertas partilhados pela Dra. Áurea de Carvalho:
- “Mpox não é motivo para pânico, mas é motivo para informação.
- A doença pode ser transmitida através do contacto próximo com uma pessoa infectada, incluindo contacto com lesões, secreções ou materiais contaminados.
- Fique atento a sinais como febre, dores no corpo, gânglios aumentados e, sobretudo, lesões na pele ou mucosas.
Para te protegeres
• Evita contacto físico próximo com pessoas que apresentem lesões suspeitas na pele.
• Não partilhes toalhas, roupas, lençóis ou objectos pessoais com alguém que esteja doente.
• Lava ou higieniza frequentemente as mãos com água e sabão.
• e aparecerem lesões, febre ou gânglios aumentados, procura orientação médica e evita contacto próximo com outras pessoas.
- Informação correta ajuda a prevenir a transmissão e também a combater o estigma.
- Se tiver sintomas ou tiver estado em contacto próximo com alguém infectado, procure orientação médica e evite contactos próximos até ser avaliado.
- Cuidar da nossa saúde também é cuidar da saúde de quem está à nossa volta.”
O alerta da Dra. Áurea de Carvalho reforça um princípio essencial: a saúde individual e a proteção colectiva andam de mãos dadas. Ao adoptar hábitos simples de higiene, manter a atenção aos sinais do corpo e procurar avaliação médica perante qualquer suspeita, cada cidadão contribui ativamente para a segurança da comunidade. Acima de tudo, apoiar a disseminação de factos científicos e combater a estigmatização das pessoas afetadas é o caminho mais seguro para enfrentar os desafios de saúde com dignidade, empatia e eficácia.