Dinheiro pode não ser garantia de felicidade plena, mas tem um papel importante na redução do estresse cotidiano. Estudos recentes indicam que pessoas com maior segurança económica tendem a apresentar níveis mais baixos de estresse, ansiedade e sofrimento emocional, especialmente quando comparadas àquelas que vivem sob pressão financeira constante.

Uma das pesquisas mais citadas sobre o tema foi realizada por investigadores da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, e analisou a relação entre renda, bem-estar emocional e estresse diário. Os resultados mostram que, embora o aumento de dinheiro não esteja diretamente ligado à felicidade duradoura, ele reduz significativamente as preocupações imediatas do dia a dia.
Essa relação é explicada pelo facto de que o dinheiro diminui incertezas básicas, como moradia, alimentação, acesso à saúde e transporte. Com menos preocupações urgentes, o cérebro entra num estado de menor alerta, favorecendo o equilíbrio emocional e decisões mais racionais.
As pesquisas também destacam que o maior problema não é apenas ganhar pouco, mas viver na instabilidade financeira. Dívidas constantes, medo de perder renda e dificuldade de planear o futuro estão associados a um risco maior de ansiedade crónica e sintomas depressivos, reforçando que estabilidade económica é um fator-chave para a saúde mental.


