Instrumentista Omar Gross exalta legado de Marito Furtado

Gracieth Issenguele
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O jovem instrumentista Omar Gross , mentor do projecto Batida d’Alma, destacou o contributo do veterano baterista Marito Furtado na formação de novos percussionistas e na valorização da música instrumental em Angola. O reconhecimento foi feito à margem do concerto Fête de la Musique, promovido pela Alliance Française e pela Embaixada da República da França, realizado no espaço Prova d’Art Miramar, que reuniu nomes como Isís Hembe, Mário Gomes e a franco-portuguesa Priccia, num espectáculo marcado pela fusão de ritmos e sonoridades.

Em declarações ao Jornal de Angola, Omar Gross recordou a participação de Marito Furtado na terceira edição do Batida d’Alma, denominada “Ritmos que Conectam”, afirmando que partilhar o palco com o líder da Banda Maravilha simboliza o respeito pelas referências que abriram caminho às novas gerações. “Marito Furtado é o meu ídolo dentre os vários mestres que tive, com ele aprendo muito”, afirmou o músico, que voltou a defender uma maior valorização dos instrumentistas e dos projectos dedicados à música instrumental. O jovem enalteceu ainda o talento dos colegas Mário Gomes, Luís LR, Margil e Osmar Gross, com quem tem partilhado diversos palcos e iniciativas artísticas.

A terceira edição do Batida d’Alma contou com as vozes de Djanira Mercedes e Ayla, que interpretaram “Flor de Liz” e “Ndilukeva”, num alinhamento dominado por temas instrumentais como “Manazinha”, “Nguxi”, “Tata Ku Matadi”, “Xiungue” e “Amor Iami”. O repertório incluiu ainda clássicos como “Mufete” e “Balabina”, além das sonoridades cubanas de “Bacalao con Pin” e “Chan Chan”, evidenciando a versatilidade de Omar Gross na percussão. 

Com apenas 20 anos e quase uma década de carreira, o músico, filho de cubanos que desde cedo incentivaram o seu talento, já partilha o palco com referências como Filipe Mukenga, Totó ST, Nanutu, Yola Semedo e Selda, consolidando-se como uma das promessas mais consistentes da música instrumental angolana.

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