Beijo na boca: os cuidados de saúde que deve conhecer

Suzana André
2 leitura mínima

O beijo faz parte das relações humanas e está associado ao afeto, à ligação emocional e ao bem-estar. Contudo, do ponto de vista da saúde, é também um contacto direto entre mucosas que pode facilitar a transmissão de certas infeções, sobretudo na ausência de cuidados básicos de prevenção.

Segundo o infetologista Roberto Figueiredo, conhecido como Dr. Bactéria, o beijo na boca envolve troca de saliva, o que pode permitir a passagem de vírus e bactérias entre pessoas. Feridas nos lábios, aftas ou inflamações orais aumentam o risco de transmissão, pois facilitam a entrada de agentes infeciosos no organismo.

Entre as recomendações dos especialistas está evitar o beijo quando existirem lesões visíveis na boca ou sintomas de infeção, como febre, dor de garganta ou mal-estar geral. Manter a vacinação atualizada — nomeadamente contra gripe, COVID-19 e hepatite B — constitui também uma medida importante de proteção.

Outro cuidado simples é não partilhar copos, talheres ou outros utensílios, reduzindo a exposição a microrganismos presentes na saliva. Hidratar-se adequadamente e manter uma boa higiene oral contribuem igualmente para preservar a saúde da mucosa bucal.

Se surgirem sintomas após contacto próximo, como lesões orais persistentes, febre ou sinais respiratórios, recomenda-se procurar avaliação médica.

Mais do que evitar o gesto, os especialistas defendem a importância da informação e da prevenção, lembrando que pequenas atitudes podem reduzir riscos e permitir que o contacto afetivo aconteça de forma mais seguro e consciente.

Compartilhe este artigo
Sem comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *