Uma ferida na boca que se assemelha a uma afta, mas que não desaparece ao fim de algumas semanas, pode ser um sinal de alerta para cancro oral. A dentista Catherine Brady chama a atenção para alterações na língua, gengivas, parte interna das bochechas e lábios que não devem ser ignoradas, mesmo quando não provocam dor.
Em declarações ao Daily Mail, a especialista explicou que úlceras persistentes, manchas vermelhas ou brancas, caroços e inchaços na boca ou no pescoço podem estar entre os sintomas da doença. A dificuldade em engolir e a rouquidão são também sinais que justificam avaliação médica.

Segundo Catherine Brady, uma ferida que não cicatriza ao fim de três semanas deve ser examinada por um dentista ou médico, sobretudo quando se mantém sem dor. Embora nem todas as alterações indiquem cancro, é importante obter um diagnóstico profissional.

Entre os principais factores de risco estão o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e a infecção pelo vírus do papiloma humano (HPV). O uso de cigarros electrónicos e uma alimentação desequilibrada são também apontados como factores a ter em atenção.

Nigel Carter, director da Oral Health Foundation, alerta que os casos de cancro oral têm aumentado a nível mundial e reforça a importância da prevenção, de hábitos saudáveis e de consultas regulares de medicina dentária.
A recomendação dos especialistas é clara: alterações persistentes na boca não devem ser confundidas automaticamente com aftas. A avaliação atempada pode ser determinante para identificar a doença numa fase inicial.