As alterações climáticas e a mudança do uso da terra podem agravar os riscos ambientais em Angola, colocando em causa a disponibilidade de água, os meios de subsistência e o bem-estar das comunidades. O alerta foi feito pelo secretário de Estado para a Acção Climática e Desenvolvimento Sustentável, Nascimento Soares, em Luanda.
A declaração aconteceu durante a abertura do Workshop de Lançamento da Iniciativa Nature4Health (N4H), promovida pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que procura reforçar a ligação entre a conservação da natureza, saúde e desenvolvimento sustentável.

Segundo Nascimento Soares, Angola tem vindo a consolidar políticas estratégicas que reconhecem a interdependência entre a protecção da biodiversidade, a acção climática, a saúde pública e o desenvolvimento sustentável. Entre os principais instrumentos estão o Plano de Desenvolvimento Nacional 2023-2027, a Estratégia Nacional da Biodiversidade 2022-2035 e as Contribuições Nacionalmente Determinadas até 2035.
O compromisso do país com a agenda ambiental internacional deverá voltar a ganhar destaque nos próximos meses, com a participação de Angola na 17.ª Conferência das Partes sobre Diversidade Biológica, prevista para Outubro de 2026, e na 31.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, em Novembro.