O Papa Leão XIV protagonizou um momento histórico ao tornar-se o primeiro pontífice a pedir publicamente perdão pelo papel da Igreja Católica na escravidão e na colonização de povos africanos e indígenas.
A declaração foi feita na encíclica “Magnifica Humanitas”, primeiro documento oficial do novo Papa, em que reconhece que líderes da Igreja, ao longo dos séculos, legitimaram práticas desumanas ao apoiarem sistemas coloniais e o tráfico de pessoas escravizadas.

No texto, o pontífice classificou esse período como “um grave pecado contra a dignidade humana” e referiu‑se ao passado do Vaticano como “uma ferida na memória cristã”.
O documento recorda também decretos e posicionamentos históricos emitidos pela Igreja entre os séculos XV e XVI, frequentemente utilizados para justificar invasões territoriais, exploração colonial e escravidão.

O pronunciamento gerou forte repercussão internacional e foi visto por muitos setores como um reconhecimento histórico importante na luta da comunidade negra por memória, justiça e reparação.
